Excelente artigo e muito importante para pais e educadores. Estamos perante uma desenfreada permissividade. Que cidadãos queremos formar?
"Os pais necessitam de intuição, conhecimento, firmeza, coerência, consistência, paciência, perseverança e, acima de tudo, amar seu filho.”
Limites na Educação
Assim como a água para formar um rio necessita de
margens, a criança necessita de adultos que lhe ensine os parâmetros para se
tornar efetivamente humana e viver uma vida socialmente adequada.
Uma criança não nasce sabendo; precisa ser educada e
esse papel cabe aos pais. Cada vez mais está sendo delegado à escola a educação
dos filhos, mas a escola, por mais que se esforce, não tem o vínculo afetivo
que a família possui e assim consegue muito pouco na colocação de limites
educacionais.
Os pais são as bordas desse rio‐criança por muitos anos, até que nasça nela a consciência e o controle
dos impulsos volitivos, os quais são muito fortes na tenra infância. Como dizia
nossos avós:”é de pequenino que se torce o pepino”.
Os pais são responsáveis em colocar os limites, os
parâmetros, as regras, para que a disciplina ocorra. A disciplina, junto com os
limites, é que vão formar o caráter da criança e determinar sua personalidade.
Segundo o dicionário Aurélio, a disciplina é a submissão a um regulamento, é
autocontrole.
Toda criança é hedonista por natureza, isto é, busca
espontaneamente aquilo que lhe dá prazer, que satisfaz seus desejos, sua
curiosidade e suas necessidades.
Imatura ainda em sua consciência, a criança não tem a capacidade de se colocar no lugar do outro. Estando na fase do egocentrismo e incapaz de pensar ou sentir pelo outro. Até os 3‐4 anos a criança está voltada para si e não divide nada com ninguém, pois a consciência do outro ainda não chegou e isso depende do amadurecimento do sistema nervoso central que leva muito tempo para ficar maduro.
Imatura ainda em sua consciência, a criança não tem a capacidade de se colocar no lugar do outro. Estando na fase do egocentrismo e incapaz de pensar ou sentir pelo outro. Até os 3‐4 anos a criança está voltada para si e não divide nada com ninguém, pois a consciência do outro ainda não chegou e isso depende do amadurecimento do sistema nervoso central que leva muito tempo para ficar maduro.
Por ser a criança pequena movida por impulsos
volitivos muito fortes que ela ainda não controla, sozinha ela não é capaz de
frear suas vontades, birras e teimosias. Por essa razão é que necessita do
adulto, para educá‐la. Aos pais cabe ir mostrando à criança
o que pode e o que não pode, como pode, porque sim e porque não (de maneira
econômica). Ensinar e não explicar. Lembrem‐se de que
ela ainda não tem consciência para raciocinar.
Estabelecer limites aos filhos não é tarefa nada
fácil; demanda muita paciência e firmeza dos pais, pois nesse mundo da pressa e
do consumo desenfreado tudo é para ontem e as ofertas ao nosso redor não cessam
de acontecer…
Os pais necessitam de intuição, conhecimento, firmeza,
coerência, consistência, paciência, perseverança e, acima de tudo, amar seu
filho. PÔR LIMITES É UM ATO DE AMOR.
Cabe aos pais, com amor e determinação, sinalizar o que é correto (aceito socialmente, convencionado), sendo necessário muitas vezes que a segure firmemente, olhando em seus olhos e com calma e firmeza dizer “isso não pode” fazer.
Cabe aos pais, com amor e determinação, sinalizar o que é correto (aceito socialmente, convencionado), sendo necessário muitas vezes que a segure firmemente, olhando em seus olhos e com calma e firmeza dizer “isso não pode” fazer.
Tudo na vida tem limites e sentir frustração e raiva
faz parte da educação. A criança educada num ambiente de amor e de parâmetros
cresce com segurança e confiança, pois a falta de limites na educação torna a
criança insegura, confusa, com dificuldades na socialização e na aprendizagem
escolar e, muitas vezes, déspota.
Com autoridade e amor ajudamos a desenvolver na
criança o autocontrole, o caráter, a consciência, as regras, o limite, a
disciplina e a obediência às normas e leis. Por amor aos pais, a criança
obedece e aprende a controlar seus impulsos e sua raiva. É preciso que ela
sinta que seus pais ficaram aborrecidos com sua atitude inadequada. Precisa
ficar claro para a criança que aquilo que ela fez desagradou, feriu ou
entristeceu seus pais. Dessa forma, por querer e necessitar de seu amor e
compreensão, a criança tentará cada vez mais se controlar e agir de forma
correta e aceitável.
Padrões de comportamento, desenvolvimento social,
inibição dos impulsos e anseios não se desenvolvem sozinhos. É preciso ensinar
tudo isso à criança. E, não é nada fácil desagradá‐la, frustrá‐la, impedi‐la, mas essa é a função dos pais: a de dar um “norte”, um rumo, um leito seguro e um solo
firme porque na vida tem‐se que estar seguro e confiante para
poder enfrentar todas as vicissitudes que por ventura surgirem.
Muitos pais têm dificuldades em impor limites aos
filhos porque eles próprios não os têm. Bebem e comem demais, correm demais,
veem televisão demais, trabalham demais, consomem demais, estão ‘plugados’ na
mídia demais etc. Também, muitos pais não dão limites por culpa de não estarem
mais presentes na vida dos seus filhos e acham que se os repreenderem serão
menos amados por eles.
Mas, uma coisa é certa: se os pais não derem limites
aos seus filhos, não se ocuparem efetivamente da educação deles, outros se
ocuparão em fazê‐lo, como os programas de televisão, os
videogames, o consumismo, as más companhias etc. Afinal, o filho é de quem?
Pilar Tetilla Manzano Borba

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