quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014



A Influência dos Elogios no Desempenho das Crianças


Os pais, regra geral têm tendência a elogiar os filhos pelos seus feitos. Tudo começa quando eles são bem pequeninos, e fazem cocó sozinhos (sem bebé gel) aos 3 dias de gente: “Espectacular, conseguiu logo, vê-se que é uma criança determinada”.
Pronto! Começou a asneirada.
Todos sabemos que os nossos filhos, ao nossos olhos, são perfeitos. Mas os pais tornam-se perfeitos idiotas quando elogiam excessivamente uma criança: 1º porque ela não é estúpida, sabe que a sua primeira letra não foi fantástica, foi razoável. E se não se aperceber na altura do elogio vai perceber quando escrever o alfabeto completo, voltar ao início do livro e se deparar com as suas primeiras palavras escritas; 2º porque estamos a abrir a porta à preguiça, e à insolência (na melhor das hipóteses) .
Há elogios positivos, que reforçam a auto-estima dos miúdos, fazendo com que queiram continuar a tentar realizar tarefas. Há outros que são ocos, frívolos e apenas afagam o ego dos pais que muitas vezes não despendem o tempo que queriam com os seus filhos, e elogiam-nos constantemente para reforçar algo que não sabem bem o que é. Eu faço-o às vezes. E no momento sinto-me bem, mas sei que a longo prazo estou a fazer-lhes mal!

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O Psicólogo e Mestre em Educação Marcos Meier, realizou uma palestra sobre “A Influência dos Elogios no Desempenho das Crianças e na Formação de Valores” em que documenta de forma muito interessante este tema.
“Recentemente, um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, que elas executariam, contudo, sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.
O grupo A foi elogiado quanto à inteligência: “Uau! Como você é inteligente!”, “Como você é esperto!”, “Que orgulho! Você é genial!”… E outros elogios relacionados à capacidade de cada criança.
O grupo B foi elogiado quanto ao esforço: “Parabéns! gostei de ver o quanto você se dedicou nesta tarefa!”, “É muito bom ver o quanto você se esforçou!”, “Como você é persistente! Tentou, tentou, até conseguir… Muito bem!” E outros elogios relacionados ao investimento realizado e não às capacidades percebidas na criança.
Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Aqui, elas podiam escolher se queriam ou não participar da mesma.
As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A não participou.
Não quiseram nem tentar. Por outro lado, as crianças do grupo B aceitaram o desafio. Não recusaram a nova tarefa.
A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. A maioria das crianças, elogiadas apenas pela sua inteligência e esperteza, não quiseram se arriscar a errar, pois o erro poderia modificar a imagem que os adultos tinham delas. Já as crianças elogiadas pelo seu esforço, dedicação à tarefa ou persistência, se dispuseram a tentar, porque independente do resultado da sua ação, a sua postura frente ao trabalho é que seria reconhecida.
Sabemos de “N” casos de jovens considerados muito inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” conquistam essa vitória. Os “inteligentes”, muitas vezes, confiam na sua capacidade e deixam de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não estudassem muito não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram em cada uma das disciplinas.
No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra os preconceitos, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, com enfoque apenas no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks, e incentivos ao comportamento esperado.

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Nossos filhos precisam ouvir frases, como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “Parabéns, meu filho, por ter dito a verdade apesar de estar com medo… Você é ético”, “Filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção a sua colega novata ao invés de tê-la excluído, como algumas de suas colegas o fizeram… Você é solidária”, “Isso mesmo, filho; deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito legal, você é um bom amigo”.
Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança, que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.
Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é, amor!”, “Acho você muito esperto, meu filho!”, “Como você é charmoso!”, “Que cabelo lindo!”, “Seus olhos são tão bonitos!”.
Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos. ou atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, essas crianças estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.
Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas das montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, têm copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.
Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.”
[Psicólogo e Mestre em Educação, Marcos Meier]

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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Mensagem do dia... a importância da leitura!!


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Aprender a Aprender...

Aprender a aprender demanda o desenvolvimento de uma série de novas competências, entre elas o saber ouvir, saber dialogar, observar, ler, saber silenciar e principalmente saber aprender FAZENDO.
O vídeo é ilustrativo disso mesmo... vamos ver!!




É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer.
Aristóteles

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O mundo é novo, mas a escola é antiga…

O mundo é dinâmico demais para mantermos as antigas maneiras de controle e tratamento. São antigas sim, mas aqui não existe juízo de valor no sentido de melhores ou piores. Estes juízos não cabem para fenomenos tão diversos como as concepções de visões de mundo que estamos tratando aqui.
A velocidade deste mundo é maior. Fato (?).
A Terra já não gira mais a 0,5 quilometro por segundo. Ela gira agora na velocidade de gigabytes por segundo. Vimos há pouco tempo o livro lançado pelo Nicolas Carr, a colocação de um fator deste novo mundo em evidência: a internet. Ela poderia então mudar a forma do homem pensar. Uma forma mais fragmentada e muito mais dinâmica. Com mais informação e, possivelmente, menos conhecimento.
Esta (a internet) é apenas uma das faces da mudança que nos envolve. A quantidade de pessoas no mundo, a quantidade de informação disponível (por diferentes mídias), a urgência pelo ambiente global, a diminuição de relações familiares, as novas relações com o imponderável.
Todas estas mudanças, que não são nem boas nem ruins, não me cabe julgar, não aqui, são mudanças que devem ser pensadas pelo vies dos novos tratos com as pessoas. Num mundo que muda todos os dias, não podemos continuar fazendo as mesmas coisas. Mas a educação continua.
A escola é a mesma de sempre.
A postura educacional frente ao mundo mudou muito pouco nos referenciais teóricos, e nos referenciais práticos mudou menos ainda. Ou seja, o chão da escola, o dia a dia escolar continua o mesmo.
O problema é que o jovem não vive apenas na escola. Está constantemente em contato com o mundo externo (realmente ela muitas vezes parece uma bolha, ou uma cápsula do tempo que se preservou desde que foi criada até nossos dias), os educandos estão interagindo com este mundo e o mundo com eles.
Desta forma não podemos continuar ignorando estes fatos.
Não é possível que continuemos querendo que eles permaneçam sentados esperando pelos depósitos diários de informação passiva.
Este dinamismo precisa entrar na escola. Os educandos precisam se tornar agentes no processo educativo. O professor deve se atualizar, a escola precisa se modernizar, caso contrário, como muitas coisas antigas, pode se tornar obsoleta.
Como sempre faço mais perguntas do que dou respostas. Não sei a solução (inclusive, esta é uma expressão que precisa entrar mais no cotidiano escolar), mas quero buscar, junto com vocês.

Osvaldo de Souza, professor de Física e Ciências Naturais em São Paulo.










quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Mensagem do dia...



quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Paulo Cavaco lança Livro/CD “Roda Mágica”

A Roda Mágica é um livro inspirado na nova Roda dos Alimentos, onde os alimentos ganham vida e trazem canções e histórias para cantar. Trata-se essencialmente de canções e ilustrações que de forma lúdica e didática irão fazer chegar às nossas crianças o conhecimento e a importância de uma alimentação saudável e equilibrada. Destinado a todas as crianças, procuramos também que seja uma ferramenta de apoio aos pais, professores e educadores de infância como instrumento educativo. No seu interior contém um CD da “Roda Mágica”.
A Roda Mágica nasceu de um desafio proposto por vários educadores de infância ao seu autor Paulo Cavaco, expressaram a sua necessidade de usufruir de material pedagógico e lúdico que fosse um auxílio no ensino da Nova Roda dos Alimentos.
Sem hesitar, o autor meteu mãos à obra, pesquisou e compôs uma canção para cada família da Nova Roda dos Alimentos inclusive uma para a Água e outra para a própria Roda.
De imediato as canções foram muito bem recebidas por todas as crianças com quem o autor trabalha como professor de expressão musical.

Paulo Cavaco, resolveu convidar o designer Bruno Nunes, um amigo de longa data para se juntar ao projeto, e este criou uma ilustração para cada fatia da Roda de acordo com a mensagem das canções. A cantora Claud em conjunto com o próprio Paulo Cavaco emprestou a voz a todos os alimentos das canções e ainda a Dr.ª Filipa Louro (Especialista em Dietética e Nutrição), visionando os textos para que estes tivessem de acordo com as normas da DGS.


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Como se deve comportar um aluno na sala de aula?

O comportamento de um aluno deve ser sempre o de uma pessoa que deseja aprender. Ir à escola é muito mais do que aprender. É interagir com outras pessoas, fazer novas amizades e acima de tudo ser uma pessoa mais culta. O comportamento de um aluno na sala de aula, antes de tudo deve ser de respeito para com o professor e com a instituição de ensino pois é por meio destes fins que terá a chance de se preparar para a vida adulta. A escola é um ótimo local senão o unico local onde o aluno terá a chance de ser uma pessoa melhor. Com o mundo cada vez mais competitivo e globalizado é fundamental preparar-se adequadamente, adquirir bons hábitos, saber viver com as diferenças e ser uma pessoa melhor.”


“Um aluno deve estar concentrado nas aulas. Fazendo isso ele poderá absorver o máximo do assunto. Todo o conhecimento que o professor vai transmitindo na sala de aula, futuramente o aluno usará. Então ele deve conversar menos, prestar toda a atenção, tirar as dúvidas na sala, para não virar uma bola de neve e se prejudicar.” 



segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Mensagem do dia...


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Mensagem do dia...


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

A relação entre família e escola tem os seus impactos na educação!

“É sabido que o desempenho escolar individual de cada aluno depende não apenas do seu rendimento em sala de aula e da competência de seus professores, mas também, do apoio da base familiar que este aluno encontra em sua casa. A relação entre família e estudos e, principalmente, a maneira como a família de cada aluno se comporta em relação ao seu desempenho escolar, influencia os resultados obtidos por crianças e adolescentes, independente de classe social.”“A participação dos pais na vida escolar de crianças e adolescentes é imprescindível; mas, ao mesmo tempo, é necessário que este envolvimento seja um envolvimento de qualidade - ressaltando que o essencial é a qualidade do tempo em que os pais se envolvem com a escola e não apenas a quantidade de tempo em que eles fazem isso. Um envolvimento saudável é o que causa o sucesso escolar do aluno.”


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história.
Bill Gates   
                                          


Para comemorar os 91 anos de Eugénio de Andrade, um dos nossos maiores poetas contemporâneos!

Um poeta do Porto!

O sal da língua

Escuta, escuta: tenho ainda
uma coisa a dizer.
Não é importante, eu sei, não vai
salvar o mundo, não mudará
a vida de ninguém - mas quem
é hoje capaz de salvar o mundo
ou apenas mudar o sentido
da vida de alguém?
Escuta-me, não te demoro.
É coisa pouca, como a chuvinha
que vem vindo devagar.
São três, quatro palavras, pouco
mais. Palavras que te quero confiar,
para que não se extinga o seu lume,
o seu lume breve.
Palavras que muito amei,
que talvez ame ainda.
Elas são a casa, o sal da língua.


Eugénio de Andrade