quinta-feira, 27 de março de 2014

As histórias do Agrupamento Eugénio de Andrade, que integram o livro "Histórias da Ajudaris 13".

Os alunos foram autores das suas histórias, cujo tema "CIDADANIA", lhes permitiu o desenvolvimento da sensibilidade para a mudança de comportamentos, atitudes, valores... provocando o favorecimento da tolerância, da paz e do respeito pelo outro.
Aprenderam que esses valores se devem desenvolver não só na escola, mas também na família, instituições...


Todos Diferentes, Todos Iguais

Perto da casa do Raul, havia um campo de futebol, onde todas as tardes jogava um grupo de rapazes.
O André era um menino que também gostava de jogar à bola e queria fazer parte do grupo, mas não o deixavam, pois ele era diferente. O André era de raça negra.
O Raul era um rapaz conhecido por ser amigo do seu amigo e por se preocupar com toda a gente. Para o Raul, todos eram iguais e todos mereciam ser felizes.
Um dia, o Raul viu o André sozinho e triste, sentado num banco do jardim. Por ter percebido porque é que o André estava triste, apenas lhe fez uma pergunta:
- Queres brincar comigo?
O André sorriu. Estava feliz como o sol. Olhou para o Raul e disse:
- Claro que sim. Queres jogar à bola comigo?
O Raul sorriu e respondeu que sim, abanando a cabeça.
Mal começaram a jogar, o Raul ficou surpreendido com o André. É que ele era fantástico!
Um craque da bola!
Quando viram os dois novos amigos a jogar, o grupo de rapazes parou o jogo e ficou a admirar as jogadas fantásticas do André. Não tardou que fossem ter com ele e lhe perguntassem:
- Onde aprendeste a jogar assim?
O André retorquiu:
Aprendi com o meu pai. Ele é um jogador do Porto. Vocês devem conhecê-lo!
Um dos rapazes interpelou-o:
- Queres fazer parte da nossa equipa?
O André não hesitou e respondeu:
- Só se o meu novo amigo também puder jogar connosco. É que jogar à bola é bom, mas ter amigos é ainda melhor.
Ao ouvir estas palavras, o Raul comentou:
- Esta é uma boa lição para todos nós. A cor que temos por fora não conta. O importante é não sermos negros por dentro. Cá fora, somos todos diferentes e todos iguais.
Todos os rapazes perceberam e olharam para o chão envergonhados.
O André rematou:
- O importante é sermos felizes. Vamos mas é brincar!

Escola EB23 de Paranhos
Ilustração: Ana Stingl


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